Paladar: como o nosso corpo nos ajuda a identificar os sabores que gostamos? -ComAmo Blog
7/12/2021 • 3 min de leitura

Paladar: como o nosso corpo nos ajuda a identificar os sabores que gostamos?

Será que o nosso gosto pessoal por alguns alimentos e repulsa por outros tem a ver apenas com o nosso paladar?

Sabemos que o paladar é um dos principais sentidos do nosso corpo, uma vez que é por meio dele que podemos reconhecer os sabores e texturas dos alimentos que consumimos. Isso é possível porque a língua, órgão responsável por esse sentido, possui botões gustativos que nos permite diferenciar os gostos doce, salgado, amargo, azedo e umami (presente em alimentos com grande concentração de proteína, como cogumelos, brócolis, etc.).

Como funciona a identificação de sabores para o nosso cérebro?

O processo começa pelos botões gustativos – localizados nas papilas espalhados por toda a superfície da língua, que enviam impulsos nervosos para o sistema nervoso central. Lá cada sabor ativa uma área específica do córtex gustativo no cérebro, fazendo com que identifiquemos cada um dos sabores e as diferentes texturas dos alimentos. Incrível, né?

Mas o paladar não é o único responsável por nos fazer identificar o sabor dos alimentos, viu? Outros sentidos como o olfato e a visão também possuem grande interferência no processo da alimentação. Além disso, a temperatura dos alimentos também pode influenciar em seu sabor: os alimentos mais frios, por exemplo, realçam o gosto azedo, enquanto os alimentos com temperaturas mais quentes realçam o doce.

Então, por que não gostamos de alguns alimentos?

Acredita-se que para algumas pessoas o não gostar de algum alimento está mais relacionado com uma experiência com a alimentação, que condicionou o cérebro a rejeitar determinada comida, do que de fato o próprio sabor do alimento. Podemos sim, não gostar de algum alimento pelo sabor – como, por exemplo, algo que nos parece amargo ou azedo demais – mas na maioria dos casos, em algum momento da experiência alimentar, o cérebro foi condicionado a não aceitar determinado alimento por um fator psicológico.

Paladar

A aparência e textura de um alimento na primeira infância ou também o fato de ter sido obrigado a comer algo podem ser aspectos determinantes para uma pessoa não comer certos alimentos e ingredientes. Assim, muitos adultos passam a vida comendo apenas os pratos que julgam gostar, pois são os únicos que passam no bloqueio cerebral desenvolvido.

Por isso, a nossa dica de ouro é a reflexão sobre a consciência alimentar como uma excelente ferramenta de avaliação para sair do piloto automático e se permitir romper os bloqueios neurais: não gostamos do sabor ou temos uma relação de trauma com certos alimentos?

Leia também: Como combater o paladar infantil em adultos?

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