Saúde feminina: como estar atenta aos sinais de infertilidade?
9/05/2023 • 4 min de leitura

Saúde feminina: como estar atenta aos sinais de infertilidade?

Conheça os fatores de risco que podem causar a infertilidade feminina, como identificá-los e buscar a ajuda necessária.

A fase reprodutiva da mulher é marcada pelo período fértil de sua vida, que abrange sua capacidade de engravidar, e um dos fatores determinantes para esta condição é a sua idade cronológica. Seu período reprodutivo sofre declínio a partir dos 30 anos, se tornando mais difícil a gestação de forma natural, mas esse não é um fator decisivo e nem o único causador da infertilidade feminina.

O Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (Acog) reconhece que a infertilidade é uma doença, definida como a incapacidade de conceber após um ano de relações sexuais não protegidas (seis meses se a mulher tem acima de 35 anos) ou a incapacidade de levar uma gravidez até o nascimento. Segundo uma pesquisa realizada pelo Acog, antes dos 30 anos de idade, a mulher tem 85% de chances de engravidar, essa taxa cai para 66% ao atingir 35 anos de idade e é ainda menor aos 40 anos, chegando a 44% de probabilidade. Isso porque durante toda sua fase reprodutiva, ao longo dos meses a mulher perde óvulos que não são repostos pelo organismo.

É importante ressaltar que este é um processo natural do corpo feminino, nesta fase é possível que ocorra uma cobrança da sociedade e da própria mulher sobre seu relógio biológico e reprodutivo e é de suma importância que se tenha acompanhamento do médico especialista para as orientações e acolhimento necessário dentro deste processo de decisão.

Infertilidade

Outros fatores que contribuem para a infertilidade

É importante estar ciente que a idade cronológica não é o único fator que pode contribuir para a infertilidade feminina, existem outros pontos que precisam ser abordados e que podem fazer toda a diferente para a saúde do corpo feminino e para prolongar e fortalecer sua fase reprodutiva.

A infertilidade feminina também pode ocorrer devido a exposição a certas infecções sexualmente transmissíveis como a clamídia e gonorreia, por exemplo, que podem causar danos ao sistema reprodutivo da mulher, prejudicando sua capacidade de fertilização. Outro ponto de atenção é a exposição a toxinas ou agentes químicos e o mesmo acontece com excesso de consumo de bebida alcoólica e uso de drogas.

Mulheres que sofrem com distúrbios hormonais podem encontrar dificuldade para engravidar, isso ocorre em pacientes com síndrome de ovários policísticos, quadros de endometriose e nos casos de surgimento de miomas, podendo causar infertilidade e até mesmo abortos espontâneos. Essas condições devem ser diagnosticadas por um médico ginecologista que seguirá com a melhor linha de tratamento, levando em consideração a vontade da mulher de ter filhos biológicos e sua idade reprodutiva.

O sobrepeso também pode interferir na fertilidade da mulher, isso porque mesmo não sendo um impedimento, a obesidade em alguns casos causa alterações hormonais e no ciclo menstrual, prejudicando assim o processo de ovulação. Da mesma forma, a carência nutricional deve ser outro ponto de atenção, pois essa condição pode afetar o sistema endócrino gerando um desiquilíbrio hormonal na mulher.

Além desses fatores, a causa pode ser genética, com alterações naturais no sistema reprodutivo que dificultam ou incapacitam a gestação e alguns casos podem necessitar do processo de reprodução assistida para que a gestação possa ocorrer com mais segurança.

É importante ter em mente que a infertilidade feminina pode ser um conjunto de fatores que, quando não tratados com ajuda de um profissional especialista, gera graves problemas à saúde corporal e mental. As mulheres que enfrentam problemas de infertilidade precisam, acima de tudo, de suporte emocional e acolhimento para que as dificuldades desse processo não as impeçam de encontrar alternativas para a tão sonhada maternidade.

Fique atenta ao seu corpo e sempre busque a opinião médica quando decidir que está pronta para engravidar. Lembre-se: a maternidade é uma fase única da mulher e deve ser uma escolha, as pressões sociais não devem ser consideradas nesta decisão. 😉

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